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Informativos



SENALBA/RS
Sindicato dos Empregados em
Entidades Culturais, Recreativas,
de Assistência Social, de Orientação e
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Os sindicatos devem aprofundar a sua forma de atuar na sociedade para consolidar uma transformação na democracia brasileira. A afirmação é do cientista social, Clemente Ganz Lúcio. Ele foi palestrante no 25º. Encontro Nacional dos SENALBAS, que acontece, em Canela, na Serra Gaúcha. Ganz abordou o tema da repercussão da crise econômica mundial, o seu impacto na vida dos trabalhadores e a tarefa do movimento sindical como ator político. “Os sindicatos precisam assumir a responsabilidade de decidir pela estratégia de desenvolvimento do país, porque o movimento sindical é um dos principais instrumentos de organização da sociedade do mundo”. Diante dessa tarefa, a estrutura sindical precisa se qualificar e se aprimorar para responder a essa oportunidade.

lucioSegundo Ganz, o movimento sindical precisa assumir o seu compromisso de ator político, para lutar pelas transformações sociais e econômicas que o Brasil necessita.  “Os trabalhadores devem decidir sobre as estratégias de desenvolvimento do país. Como líderes sindicais, temos o compromisso de conectar os trabalhadores nessa dinâmica de crescimento”.

O cientista social apontou dois desafios políticos para o movimento sindical. “A primeira tarefa política é a de colocar no projeto de desenvolvimento do país o sentido da igualdade, superando a desigualdade na apropriação da riqueza, com a distribuição da renda para todos. Esse enfrentamento da desigualdade exige políticas específicas. “A desigualdade é uma criação do homem e somente ele pode e deve enfrentá-la. Ela é uma iniquidade e uma demonstração do fracasso da humanidade”. Ganz afirmou que o movimento sindical deve ter a concepção de que nós somos capazes de construir uma sociedade igualitária, com as diferenças e as diversidades que existem.

A segunda tarefa é garantir a qualidade de vida no planeta, porque a elevação do consumo e a necessidade de produção de energia estão colocando em risco a condição de viver. “A crise econômica de 2008, agravou as possibilidades de encontrar saídas para uma mudança nos padrões de produção, porque os países que podiam promover mudanças se voltaram a exclusiva manutenção de seus padrões de produção. Querem salvar a sua pele e que se dane o planeta”. Ele acrescentou que é necessário desenvolver o país economicamente, mas com um compromisso de desenvolvimento ambientalmente sustentável.

JOVENS - Diante da crise econômica, Ganz disse que é necessário projetar o país daqui há vinte anos. Para que sejamos uma sociedade desenvolvida é necessário transformar a sexta economia do mundo num ambiente de igualdade social. Isso significa qualidade de vida, bem estar social e economicamente sustentável. “A democracia sempre é colocada em risco quando os interesses econômicos são predominantes”. Ele citou ainda o desafio interno de uma nova abordagem com os novos trabalhadores. São jovens que não conhecem o que é o sindicato, desprezam o movimento sindical, oriundos de uma formação no sistema individualista.  Eles precisam compreender que as conquistas coletivas são mais importantes que as lutas individuais. Ganz desafiou os líderes participantes do Encontro Nacional a sensibilizar e inserir os jovens nas atividades sindicais.  

Elton Bozzetto – RP 10417

Foto: Abelardo Marques

stanleyA crise econômica mundial de hoje é uma crise que afeta o emprego e o trabalho decente. A afirmação é do Diretor Adjunto da OIT no Brasil, Stanley Gacek. Ele proferiu a palestra magna de abertura do 25º. Encontro Nacional dos SENALBAS, na noite desta quarta-feira, em Canela, na Serra Gaúcha. Gacek disse que neste contexto, mais do que nunca, a Organização Internacional do Trabalho tem um papel imprescindível para recuperar o desenvolvimento de uma economia sustentável. “A OIT e o movimento sindical devem estar na mesa da governança global, não apenas como convidados, mas como atores e participantes ativos para promover a recuperação da economia global”.

Sobre o desrespeito ao trabalho decente, o diretor afirmou que, hoje, as organizações sindicais e de trabalhadores tem força, graças à Organização Internacional do Trabalho, para pressionar as mudanças de posturas de empresas multinacionais em relação aos trabalhadores. Este conceito foi lançado em 1999. Ele define movimentos estratégicos para que homens e mulheres tenham condições de realizar um trabalho de qualidade, que promova decência e dignidade do trabalhador e de suas famílias. Isto necessita de geração de maiores e melhores empregos, fortalecimento do diálogo social, respeito aos direitos econômicos e sociais dos trabalhadores. “O Brasil começou a desenvolver uma agenda nacional do trabalho decente, a partir do lançamento em 2006 dessa ação em vários Estados. O país foi uma nação pioneira no enraizamento do trabalho decente. Basta lembrar a recente Conferência Nacional do Trabalho Decente”.

Alguns dados comprovam esta realidade. Entre 2003 e 2009, 30 milhões de pessoas saíram da miséria e do desemprego. Nos últimos 9 anos foram gerados mais de 17 milhões de empregos no país. Outro fator importante é que o rendimento médio do salário mínimo real  dos trabalhadores cresceu 50% no mesmo período. “Isto revela um compromisso da nação com a decência para os trabalhadores”.  

Gacek criticou, no entanto, as práticas anti-sindicais existentes no país. “Empresas têm recorrido com frequência a ações judiciais contra o direito de greve com interditos proibitórios. Além de pressionar os trabalhadores contra os movimentos reivindicatórios”. O dirigente da OIT disse que é preciso erradicar essas práticas. Segundo ele, o fortalecimento das organizações sindicais vai contribuir com o desenvolvimento econômico. “Mais negociação coletiva e maior crescimento da massa salarial é uma via espetacular para ampliar o crescimento econômico com distribuição de renda”. Apesar do avanço na consciência da importância de liberdade de organização sindical, ainda há grande perseguição aos movimentos de organização dos trabalhadores. Em 2011, 76 sindicalistas foram assassinados e milhares de trabalhadores foram demitidos em função de reivindicações sindicais. “As práticas anti-sindicais utilizadas como expediente por muitas empresas são responsáveis pela baixa taxa de sindicalização no continente americano”. 

O Diretor da OIT explicou que as instâncias legislativas dos países membros da OIT são obrigadas a aprovar medidas protetivas ao movimento sindical, sanções contra atos de discriminação e contra a ingerência do Estado ou de empresas na organização sindical. “A proteção tem de atingir não apenas as lideranças sindicais, mas também os trabalhadores que estão buscando organizar seus sindicatos”.  Ele reiterou que é necessário que o Estado e a estrutura legal sejam responsabilizados pela demissão de trabalhadores ligados à atividade dos sindicatos.  “Infelizmente, a legislação brasileira não tipifica a criminalização de condutas anti-sindicais e de desrespeito às atividades de organização sindical, numa flagrante afronta à liberdade sindical”.  

SENALBA – Na abertura do Encontro Nacional, o Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, afirmou que o sindicato por força da dinâmica de evolução da sociedade, não é mais apenas uma instituição de representação da categoria nas questões trabalhistas. Transformou-se em um ator político na sociedade moderna. “Para tanto, precisa preparar e qualificar a sua participação e suas intervenções no campo das organizações representativas, nas políticas públicas e nos espaços de discussão e deliberação dos programas de desenvolvimento econômico e social”. Em sintonia com o pensamento do dirigente da OIT, Johann acrescentou que o sindicato é um agente com responsabilidade social. Por isso, não faz apenas a defesa dos interesses da categoria, nas questões salariais e demais direitos, mas atua na promoção da dignidade do trabalho.

Elton Bozzetto – RP 10417

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As delegações chegaram ao 25º. Encontro Nacional de SENALBAS com as mentes e bagagens cheias de expectativa. Os grupos foram recebidos no Aeroporto Internacional Salgado Filho por dirigentes do SENALBA/RS, que apresentaram as boas vindas. O grupo do Rio Grande do Norte chegou animado mesmo após nove horas de voo.

O Presidente do SENALBA/RN, Edinaldo Fernandes Gomes disse que a expectativa para o 25º. Encontro é muito grande, porque há muitos anos o evento não era realizado no Rio Grande do Sul. “Pelos debates, pela sistemática e pelos palestrantes que a programação está oferendo,  vamos recolher aqui muitas informações importantes para orientar a atividade sindical e para  auxiliar o trabalhador brasileiro”.

Gomes defende que esses eventos são importantes, porque a atualização dos líderes sindicais precisa ser constante. “A dinâmica das mudanças na legislação e na realidade do trabalho exige um reinterpretação permanente do papel do sindicato e de sua ação na defesa dos direitos dos trabalhadores”. Ele salienta a importância do sincronismo no local dos eventos. “A realização do Encontro Nacional em estados diferentes, dinamiza a vida dos SENALBAS e promove um verdadeiro entrosamento”. O dirigente lembra que este diálogo ajuda a visualizar os problemas e as potencialidades de cada Estado. Consequentemente, esses debates ajudam a elucidar muitas situações e oferecem conteúdos importantes para o conhecimento dos líderes sindicais.

A abertura oficial será realizada nesta quarta-feira, às 20h, com Palestra Magna do Diretor da OIT no Brasil, Dr. Stanley Gacek. Nesta quinta-feira, o primeiro tema a ser abordado será “A crise econômica Mundial” e seu impacto na vida dos trabalhadores pelo cientista social, Dr. Clemente Ganz Lúcio. 

Foto e Texto

Elton Bozzetto – RP 10417

 

ATENÇÃO!

Informamos que não haverá expediente

no SENALBA/RS nos dias

19.09.2012 (tarde) a 21.09.2012

O Diretor Adjunto da Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Stanley Gacek, vem ao Rio Grande do Sul nesta semana. Ele vai participar, nos dias 19 e 20 de setembro(quarta e quinta-feira) do 25º. Encontro Nacional dos SENALBAS, no Hotel Continental, em Canela.  O evento vai reunir dirigentes dos Sindicatos dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional de todo o país. Advogado trabalhista com experiência na área internacional, ele representa a OIT no Brasil desde 13 de agosto de 2011.

Por mais de 30 anos, Gacek tem se especializado nos temas relativos ao mundo do trabalho em vários países do mundo. Ele é um dos defensores da proposta de trabalho decente, desde que ingressou na OIT, em 1999. Este conceito amplia a concepção de que o trabalhador tem direito apenas a um salário que remunere o seu trabalho. Inclui os direitos sociais como moradia, saúde, transporte e educação dos filhos como parte integrante da remuneração ou de políticas públicas que assegurem a dignidade ao trabalhador em sua família. Durante o evento, ele vai proferir palestra sobre Negociação Coletiva, num estudo comparativo entre Estados Unidos e Brasil.

O Encontro Nacional contará também com outros expoentes do Direito Trabalhista como Clemente Ganz Lúcio, Iraci da Silva Borges e o ex-Ministro Carlos Alberto Chiarelli.  Eles irão abordar temas como negociação coletiva, questões polêmicas do direito do trabalho, análise da crise econômica mundial e a repercussão para os trabalhadores e qualificação da comunicação nas negociações sindicais. Após 18 anos, o Rio Grande do Sul volta a sediar o Encontro Nacional de SENALBAs. O Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, afirmou que o Encontro tem como foco específico qualificar os dirigentes sindicais.  

Johann disse que o sindicato, por força da dinâmica de evolução da sociedade, não é mais apenas uma instituição de representação da categoria nas questões trabalhistas. Transformou-se também em um ator político na sociedade moderna. Por isso, essa qualificação dos líderes é importante para a vida da instituição, para a defesa dos interesses dos trabalhadores e para a contribuição sindical com a sociedade. O evento vai reunir mais de 150 sindicalistas de todo o país.

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